segunda-feira, 30 de abril de 2012

Degraus...


Hoje pela manhã eu estava meio "sei lá", sabe? Pensativa, ouvindo música. Nem BEM, nem MAL...
Voltando da faculdade, peguei o metrô e ao meu lado sentou-se um rapaz. Sem nenhum atrativo evidente ou beleza exuberante, mas com algo diferente. Bem apresentável, provavelmente estaria indo para o trabalho.
Na estação seguinte, entrou uma senhora que parecia estar bem cansada, e ele cedeu o lugar a ela. Ah, o assento não era preferencial, mas ele fez essa gentileza. Comecei a reparar melhor...
Ele estava lendo "A Arte da Guerra", concentrado, mas com uma aparência sorridente. E eu não conseguia parar de observar o modo como ele se portava, parecia que o conhecia de algum lugar.
Ao descer na estação Praça do Relógio, olhei pra trás e vi que ele também ia descer lá. Subi pela escada normal (não pela escada rolante), como sempre faço mesmo quando não é horário de pico. Quase chegando ao topo, olhei pra trás de novo e o vi subindo também pela escada normal, continuando a ler... Com um semblante tão tranquilo que deu vontade de ir lá perguntar:  "O que você comeu no café da manhã hoje?" ;D Hahaha!
E de tanto observar o rapaz, me distraí, tropecei e machuquei o dedinho do pé. – AI, COMO DÓI! – E foi nesse exato momento que ele passou a minha frente. Pouco antes de atravessar a catraca, ele voltou e me ofereceu um bombom. *-* Sorriu, e saiu...
Parece bobo, mas foi uma das coisas mais encantadoras que um desconhecido já me fez. Que bom seria se tratássemos não só as pessoas queridas, mas também as pessoas que passam na rua com pequenas gentilezas.
Poucas pessoas me encantam... E hoje, um desconhecido conseguiu. :)

Um comentário:

  1. Isso já me aconteceu também! O problema é que as pessoas não sabem o quanto é bom fazer o bem sem olhar a quem, e sem esperar nada em troca. Estão muito centradas em si mesmas pra perceber o mundo ao seu redor. Adorei seu relato! =)

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