quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ser livre é desafiador, é um presente.

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
(Clarice Lispector)


Mas o que é, de fato, LIBERDADE?
Na infância, eu pensava que era poder brincar na rua até mais tarde, sem que ninguém me chamasse pra terminar o dever de casa.
Após alguns poucos anos, achava que liberdade era poder ir às festinhas da escola, sem horário pra voltar pra casa.
Aos 15 anos, achava que era fazer o que eu quisesse, sem dar explicações ou ter que pedir qualquer tipo de permissão a absolutamente ninguém.
Aos 17, já achava mesmo que era poder sair sem me preocupar, sem temer... Mais do que nunca, minha liberdade era chegar bem na minha casa.
Comecei a achar que a tal liberdade não estava concentrada apenas no "eu". Só ao atingir a maioridade percebi isso.
Pensava que ser livre é não me escravizar ao passado, nem a pessoas, nem às preocupações do futuro... Ser livre mesmo era viver o presente, somente!
Chegando aos 20, pensamos ter toda a liberdade do mundo. Podemos tudo, queremos mais ainda, e temos muitos sonhos.
E ao mesmo tempo, ao me olhar no espelho, eu via uma menininha, que ninguém mais via ou imaginava que ainda existia.
Liberdade, pra mim, é o poder da escolha, de decidir sobre o que se quer. É ter coragem para realizar o que se almeja – as metas. É ter uma intuição, e segui-la. É renunciar ao que se deve. É confiar em Deus, ter fé...
É estar com quem se gosta, desfrutando de simplicidade ao lado de quem você quiser independentemente do que os outros pensem. Afinal, o que importa? Liberdade é, também, ousar e dar uma "banana" pro que pensam de você, quando for preciso.
É cantar, dançar, sorrir... É beber uma cervejinha com os amigos no fim de semana, mas também saber se divertir sem ela, só com a alegria genuína de viver.
Hoje penso que ser LIVRE, de verdade, é simplesmente ser feliz.
E esse pensamento, provavelmente, ainda irá mudar e crescer um bocado...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aprenda a gostar de você

"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando.
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando 'quando será que vai chegar?'. E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida 'será que é ele?'.
Como diz meu pai: 'nessa idade tudo é definitivo', pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito 'do próximo'.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue 'imagem e ação' e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

(Mário Quintana)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

- Fé em Deus ♪

(Diogo Nogueira)


A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus

Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus


segunda-feira, 4 de abril de 2011

- Classe Média ♪

(Max Gonzaga)


Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos"
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote CVC tri-anual

Mas eu "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo é estuprada até o fim
Aí a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência e a tiragem do jornal

Porque eu não "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida


domingo, 13 de março de 2011

♪ A amizade...

...nem mesmo a força do tempo irá destruir ♪

Será? Um sentimento tão nobre e singular realmente resiste ao tempo, ou à falta dele? Perguntem-me daqui a uns cinco anos, acho que poderei arriscar um palpite melhor fundamentado, hahaha. ;)
Eu tenho amigos que não imaginam o quanto são importantes... Talvez eu também tenha amigos que me considerem essencial, e eu nem faça ideia.
Às vezes não nos damos conta do quanto um sorriso pode levantar o astral daquele amigo – que por algum desentendimento familiar, aborrecimento amoroso, dificuldade financeira, acadêmica ou no cotidiano em si... Aquele amigo o qual talvez já tenhamos brincado de amarelinha na infância, jogado queimada na rua, dado boas risadas lembrando do primeiro beijo, das peraltices no colégio, ou daquela festinha na casa do amigo da galera (aquele que até hoje você mantém contato e considera um irmão, sabe?) que ao fim todo mundo estava descalço dançando músicas dos anos 60, com muita simplicidade e alegria sem igual.
Aí o tempo vai passando... e os VERDADEIROS vão permanecendo. Afinal, "Amigos são a família que Deus nos permitiu escolher". E a gente escolhe. Não só com os olhos, mas com o coração. Como diz a música do Gabriel o Pensador: - Amizade não tem classe nem cor... ♫
A pergunta inicial, pra mim, é um tanto duvidosa. Porque amizade deve ser uma via de mão dupla, não dá pra ser amigo sozinho... Em meio a mudanças que venho passando, vejo que algumas pessoas infelizmente não são mais tão presentes quanto eu gostaria que fossem. Sinto falta do colo, dos conselhos, do abraço, das gargalhadas, daquele "BOM DIA" contagiante, do "Te liguei só pra saber como você tá..." Eu sinto tanta SAUDADE que comumente me pego vendo fotos, ouvindo músicas de tais épocas, rindo em meio a lembranças. Mas é uma saudade gostosa, de momentos muito preciosos... Os quais guardarei comigo sempre, com muito carinho.
À minha família, aos meus amigos de infância, da vizinhança, da Bahia e de outros estados, da igreja, do coral, do Dom Cesar e do Vitória, do SESI (balé, natação, vôlei...), da quadrilha, do teatro, do CETREFA, do Objetivo, do ALUB, dos trabalhos, dos eventos, do Dose de Carinho, da faculdade, das saidinhas nos fins de semana brasilienses... Amiga-mãe, amigo-pai, amigo-irmão de sangue, amigos-primos, amigos-irmãos de coração, amigos-amores, amigos-farra. Enfim, aos meus AMIGOS.

"Então o amor e a amizade são isso. Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

- Sweet Disposition ♪

'A moment, a love
A dream aloud
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs...'

(The Temper Trap)

Qual a real importância do primeiro post de um blog?
Aparentemente, uma breve introdução sobre quem escreve, ou sobre o que pretende escrever. Que planos, vivências, experiências carrega consigo ao longo de uma vida inteira, ou apenas do último minuto vivido.
Não importa a intenção, o fato é que praticamente ninguém o lê, ou apenas o título - oi, eu? Hahaha!
Já tive blogs há alguns anos, quando escrever era o meu refúgio para as dores que eu sentia.
Hoje busco transformar tristezas em força para continuar lutando, com positividade, saúde, energia, luz... Enfim, procuro viver com PAZ, AMOR E ALEGRIA, e muita em Deus. Amém. ;)

P.S.: A música-título do post é, além de ser a que estou escutando agora, uma música que traz vibrações positivas e um enorme desejo de dançar! <o/