Paz, Amor e Alegria ;D
~ Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar... ♫
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Deus e o amor do homem
Um homem chegou até o filósofo Ramanuja, e pediu:
– Mostre-me o caminho até Deus.
– Você já se apaixonou por alguém? – perguntou Ramanuja.
– Apaixonar-me? O que o grande mestre quer dizer com isso? Eu prometi a mim mesmo jamais me aproximar de uma mulher, fujo delas como quem tenta escapar de uma doença.
"Eu sequer as olho: quando passam, fecho os meus olhos."
– Procure voltar ao seu passado, e tentar descobrir se nunca, em toda a sua vida, houve algum momento de paixão que deixasse seu corpo e seu espírito cheios de fogo.
– Vim até aqui para aprender como rezar, e não como me apaixonar por uma mulher. Quero ser guiado até Deus, e o senhor fica insistindo em me conduzir até os prazeres do mundo? Não entendo o que deseja me ensinar.
Ramanuja ficou em silêncio por alguns minutos, e finalmente disse:
– Não posso ajudá-lo. Se você ainda não teve uma experiência de amor, você nunca conseguirá experimentar a paz de uma oração. Portanto, volte para sua cidade, apaixone-se, e só me procure novamente quando sua alma estiver cheia de momentos felizes.
"Apenas uma pessoa que entende o amor, pode entender o significado da oração. Porque o amor por alguém é uma prece dirigida ao coração do Universo, uma prece que Deus colocou nas mãos de cada ser humano como um presente."
(Paulo Coelho)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Provas...
Ao longo da vida passamos por diversas situações que nos colocam à prova, e exigem escolhas.
Particularmente, acredito que as provas de maior importância, no geral, são as mais simples; aquelas que exigem prestar atenção em DETALHES. É fato: o que mais emociona o ser humano é o que não se vê, não se toca... Mas se sente de maneira intensa, viva, presente.
Exemplo? A primeira maior prova de amor que uma mãe dá a seu filho é a escolha do pai. Talvez quando eu tiver um filho, descubra estar equivocada, ou não. :)
"Plante a paz, regue com sabedoria, cuide com paciência, trate com gratidão e colha o fruto do amor."
terça-feira, 22 de maio de 2012
Você tem um minuto para um abraço?
Os melhores momentos da minha vida foram os que eu estava sem celular, computador e nenhum tipo de tecnologia por perto. No máximo, uma boa música aos ouvidos. Por vezes, tal música era simplesmente o som dos pássaros ao redor, da água cristalina deslizando sobre as rochas, do vento que acariciava as árvores, das folhas caindo...
Cada dia mais eu vejo o quanto excesso de tecnologia afasta as pessoas. E talvez não pela conectividade global em si, mas pelo modo como as pessoas a utilizam. Por exemplo: se uma rede social indica o aniversário daquele seu grande amigo, por que não dar um jeito de ir visitá-lo pessoalmente, dar AQUELE abraço apertado (de no mínimo 1 minuto), levar uma pequena lembrança, uma mensagem escrita a próprio punho? Ou se o dia estiver muito corrido, fazer uma ligação pra ele escutar a sua voz alegre ao dizer um "PARABÉNS!" contagiante... São pequenos gestos que unem as pessoas, e infelizmente muita gente anda se esquecendo disso.
Acho que todo mundo pelo menos uma vez por semana deveria tirar um tempo apenas CONSIGO MESMO, num lugar que goste... Seja seu próprio quarto, um parque, uma biblioteca ou livraria, enfim, um lugar que mesmo que tenha pessoas ao redor, o seu pensamento está conectado APENAS consigo – evitando tudo que possa "conectar" seus pensamentos ao mundo externo. E pensar na vida, ou não pensar em nada. Mas buscar ali um momento sereno de estar em paz, apenas em sua própria companhia.
Convenhamos, algumas experiências nos fazem entender que muitas vezes a nossa companhia é realmente a melhor que podemos ter. :)
terça-feira, 8 de maio de 2012
Traços que indicam que uma pessoa é emocionalmente madura
1. Se sentir saciado com aquilo que experimenta.
2. Reconhecimento dos limites e possibilidades da vida.
3. Equilíbrio entre espírito colaborativo e competitivo.
4. Atitude positiva, sem reclamação, queixa ou passividade.
5. Lidar com sentimentos negativos como se não fosse um problema em si, mas apenas como sentimentos que podem ser experimentados e ressignificados.
6. Saber ter medo, ansiedade, raiva, culpa e desilusões sem se fechar em uma casca de mil tentativas para tentar evitar qualquer dor.
7. Abertura para o novo.
8. Flexibilidade diante dos impasses.
9. Questionamento constante (mas não obsessivo) da vida.
10. Capacidade de aprendizado contínuo com as experiências que viveu.
11. Inteligência, ou capacidade de articular soluções viáveis de forma criativa e prática.
12. Capacidade de cativar e inspirar respeito nas pessoas.
13. Capacidade de envolvimento e entrega amorosa.
14. Generosidade para dar e receber sem exceder os limites pessoais e dos outros.
15. Reconhecer o outro como outro ser humano sem estigmatiza-lo em clichês mentais.
16. Administra suas carências e necessidades sem exigir que os outros as atendam.
17. Pró-atividade
18. Ponderar o melhor momento para agir ou aguardar.
19. Saber relevar ou se desapegar daquilo que está além do seu alcance.
20. Comprometimento com ações e não fantasias sobre a vida.
21. Estabilidade nas reações internas.
22. Prioriza a experiência para além do resultado.
23. Segurança na forma de agir, falar e se relacionar como fruto de uma tranquilidade pessoal.
24. Presença de espírito, fazer o que deve ser feito.
25. Cuidado consigo mesmo incluindo saúde física, emocional, espiritual, social e financeira.
Créditos: Casal Sem Vergonha
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Degraus...
Hoje pela manhã eu estava meio "sei lá", sabe? Pensativa, ouvindo música. Nem BEM, nem MAL...
Voltando da faculdade, peguei o metrô e ao meu lado sentou-se um rapaz. Sem nenhum atrativo evidente ou beleza exuberante, mas com algo diferente. Bem apresentável, provavelmente estaria indo para o trabalho.
Na estação seguinte, entrou uma senhora que parecia estar bem cansada, e ele cedeu o lugar a ela. Ah, o assento não era preferencial, mas ele fez essa gentileza. Comecei a reparar melhor...
Ele estava lendo "A Arte da Guerra", concentrado, mas com uma aparência sorridente. E eu não conseguia parar de observar o modo como ele se portava, parecia que o conhecia de algum lugar.
Ao descer na estação Praça do Relógio, olhei pra trás e vi que ele também ia descer lá. Subi pela escada normal (não pela escada rolante), como sempre faço mesmo quando não é horário de pico. Quase chegando ao topo, olhei pra trás de novo e o vi subindo também pela escada normal, continuando a ler... Com um semblante tão tranquilo que deu vontade de ir lá perguntar: "O que você comeu no café da manhã hoje?" ;D Hahaha!
E de tanto observar o rapaz, me distraí, tropecei e machuquei o dedinho do pé. – AI, COMO DÓI! – E foi nesse exato momento que ele passou a minha frente. Pouco antes de atravessar a catraca, ele voltou e me ofereceu um bombom. *-* Sorriu, e saiu...
Parece bobo, mas foi uma das coisas mais encantadoras que um desconhecido já me fez. Que bom seria se tratássemos não só as pessoas queridas, mas também as pessoas que passam na rua com pequenas gentilezas.
Poucas pessoas me encantam... E hoje, um desconhecido conseguiu. :)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Ser livre é desafiador, é um presente.
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
(Clarice Lispector)
(Clarice Lispector)
Mas o que é, de fato, LIBERDADE?
Na infância, eu pensava que era poder brincar na rua até mais tarde, sem que ninguém me chamasse pra terminar o dever de casa.
Após alguns poucos anos, achava que liberdade era poder ir às festinhas da escola, sem horário pra voltar pra casa.
Aos 15 anos, achava que era fazer o que eu quisesse, sem dar explicações ou ter que pedir qualquer tipo de permissão a absolutamente ninguém.
Aos 17, já achava mesmo que era poder sair sem me preocupar, sem temer... Mais do que nunca, minha liberdade era chegar bem na minha casa.
Comecei a achar que a tal liberdade não estava concentrada apenas no "eu". Só ao atingir a maioridade percebi isso.
Pensava que ser livre é não me escravizar ao passado, nem a pessoas, nem às preocupações do futuro... Ser livre mesmo era viver o presente, somente!
Chegando aos 20, pensamos ter toda a liberdade do mundo. Podemos tudo, queremos mais ainda, e temos muitos sonhos.
E ao mesmo tempo, ao me olhar no espelho, eu via uma menininha, que ninguém mais via ou imaginava que ainda existia.
Liberdade, pra mim, é o poder da escolha, de decidir sobre o que se quer. É ter coragem para realizar o que se almeja – as metas. É ter uma intuição, e segui-la. É renunciar ao que se deve. É confiar em Deus, ter fé...
É estar com quem se gosta, desfrutando de simplicidade ao lado de quem você quiser independentemente do que os outros pensem. Afinal, o que importa? Liberdade é, também, ousar e dar uma "banana" pro que pensam de você, quando for preciso.
É cantar, dançar, sorrir... É beber uma cervejinha com os amigos no fim de semana, mas também saber se divertir sem ela, só com a alegria genuína de viver.
Hoje penso que ser LIVRE, de verdade, é simplesmente ser feliz.
E esse pensamento, provavelmente, ainda irá mudar e crescer um bocado...
Na infância, eu pensava que era poder brincar na rua até mais tarde, sem que ninguém me chamasse pra terminar o dever de casa.
Após alguns poucos anos, achava que liberdade era poder ir às festinhas da escola, sem horário pra voltar pra casa.
Aos 15 anos, achava que era fazer o que eu quisesse, sem dar explicações ou ter que pedir qualquer tipo de permissão a absolutamente ninguém.
Aos 17, já achava mesmo que era poder sair sem me preocupar, sem temer... Mais do que nunca, minha liberdade era chegar bem na minha casa.
Comecei a achar que a tal liberdade não estava concentrada apenas no "eu". Só ao atingir a maioridade percebi isso.
Pensava que ser livre é não me escravizar ao passado, nem a pessoas, nem às preocupações do futuro... Ser livre mesmo era viver o presente, somente!
Chegando aos 20, pensamos ter toda a liberdade do mundo. Podemos tudo, queremos mais ainda, e temos muitos sonhos.
E ao mesmo tempo, ao me olhar no espelho, eu via uma menininha, que ninguém mais via ou imaginava que ainda existia.
Liberdade, pra mim, é o poder da escolha, de decidir sobre o que se quer. É ter coragem para realizar o que se almeja – as metas. É ter uma intuição, e segui-la. É renunciar ao que se deve. É confiar em Deus, ter fé...
É estar com quem se gosta, desfrutando de simplicidade ao lado de quem você quiser independentemente do que os outros pensem. Afinal, o que importa? Liberdade é, também, ousar e dar uma "banana" pro que pensam de você, quando for preciso.
É cantar, dançar, sorrir... É beber uma cervejinha com os amigos no fim de semana, mas também saber se divertir sem ela, só com a alegria genuína de viver.
Hoje penso que ser LIVRE, de verdade, é simplesmente ser feliz.
E esse pensamento, provavelmente, ainda irá mudar e crescer um bocado...
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Aprenda a gostar de você
"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando.
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando 'quando será que vai chegar?'. E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida 'será que é ele?'.
Como diz meu pai: 'nessa idade tudo é definitivo', pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito 'do próximo'.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue 'imagem e ação' e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
(Mário Quintana)
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando.
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando 'quando será que vai chegar?'. E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida 'será que é ele?'.
Como diz meu pai: 'nessa idade tudo é definitivo', pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito 'do próximo'.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue 'imagem e ação' e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
(Mário Quintana)
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